Rabo de cavalo

Na época do colégio eu prendia o cabelo num rabo de cavalo todo santo dia, porque pras aulas de educação física era obrigatório (não que tivesse todos os dias, aleluia!), porque era mais prático, era só pentear e prender, sem mistérios e sem fios caindo no rosto e incomodando na hora de escrever. Não passava um dia sequer que alguém não me pedisse pra soltá-lo, ou que tentasse arrancar o que prendia, porque eu era a única ruiva da turma, da série (mas não do colégio), então era considerada exótica (apesar de nunca ter recebido aqueles apelidos ruins que normalmente os guris recebem), ainda assim nada me fazia soltar. Depois que o colégio acabou, há alguns anos, meu cabelo conheceu a liberdade, cada dia de um jeito diferente e dificilmente repetido dia após dia. E a aposta pro verão que se aproxima é justamente rabo de cavalo, mas agora (como se fosse uma nova invenção, pff) existem diversos tipos de prender que causam efeitos diferentes no penteado.O que eu sempre tentava copiar e nunca funcionava porque o cabelo era pesado demais:

Me pergunto se soubesse todas essas variações naquela época os colegas ficariam satisfeitos e não tentariam me persuadir a soltar. E não, eu não tinha motivo algum pra viver com ele preso, além da praticidade, e era só fora de casa que isso acontecia. Nem Freud explica.

– Ana.

Uma resposta para “Rabo de cavalo

  1. o meu preferido é o mágico!…hahahahaha!

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