Zé Gotinha

Cada vez que começa uma campanha de vacinação minha mãe comenta duas coisas: “Sempre que tem vacinação chove, coitada das crianças ter que sair nesse frio com esse tempo”. Sim, porque a maioria das vacinações são feitas no inverno, por motivos óbvios, mas como se nos outros dias não fosse igualmente ruim sair de casa com crianças pequenas (e às vezes me pergunto se ela tinha pena de mim na minha época) e “Quando eu te levava tu abria o berreiro”, mas pense comigo, tu é uma criança, não sabe o que tá acontecendo e vem uma mulher apertar tuas bochechas pra te fazer abrir a boca e colocar 2 gotinhas de um liquido que tu não faz ideia do que seja e pra que serve, é uma questão de defesa, tá gravado no sub consciente, deve ser até um questão genética. Mas eis a notícia que leio no jornal hoje: Ministério da Saúde pretende substituir as gotas contra paralisia infantil por vacinas injetáveis, consideradas mais seguras. A mudança deve ocorrer a partir de 2012. Percebeu o pânico? Se já era ruim pra criança abrir a boca, imagina deixar o braço ser espetado. Acho que o inventor dessa ideia tá querendo descontar nos outros  tudo o que sofreu na infância… Vamos ter agora o Zé Agulinha?

– Ana.

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