Overdose literária

Amanhã começa a 56ª Feira do Livro de Porto Alegre, mas há semanas a cidade já vive uma nova rotina. Ao andar pela Praça da Alfândega, que foi fechada para reforma meses antes, e nas últimas duas semanas perdeu os tapumes para dar espaço à dezenas de bancas, que de 29 de outubro à 15 de novembro estarão lotadas de livros e amantes da leitura. Mas não vou falar sobre a feira do livro, tanto porque eu não costumo frequentar, eu passo parto, eu acompanho no noticiário, mas ficar disputando espaço com tanta gente pra tentar folhear um livro? Não, pra isso eu não tenho paciência. Deixo isso pra minha vizinha que tem uma mini-biblioteca em casa, à qual eu sempre recorro.

Voltando ao assunto…  A cidade não ganha apenas novos visitantes, nova paisagem, ela tem um ar diferente. Por todos os lados há ônibus exibindo em suas traseiras placas falando da Feira, outdoors decoram avenidas, em todos os lugares se respira literatura. E a maior novidade que descobri foi no caminho de casa. Uma banca de revistas, que normalmente me chama a atenção pelas capas expostas ganhou uma página gigante de um livro. Escrito por um dos meus escritores gaúchos favoritos, Fabrício Carpinejar (assim como Martha Medeiros). Carpinejar tem uma história de vida engraçada. Ele sempre tem uma das mãos com as unhas pintadas e uma ‘normal’, sem esmalte. O porquê? Segundo ele a esposa sempre usava a desculpa da mão feita para não precisar lavar a louça, até que ele resolveu se vingar. Pinta as unhas para poder ter a mesma desculpa. Será que nenhum dos dois pensou em usar luvas?! Claro que não é o contexto, mas enfim. Há várias páginas dessas espalhadas pela cidade, em pontos estratégicos, e um site onde você pode ler e ouvir cada uma delas, que no final resultam em um conto completo.

Visite clicando AQUI. A página com a qual me deparei é a 3, na esquina das Avenidas Borges de Medeiros com Sen. Salgado Filho ( a setinha no mapa mostra um pouco mais pra baixo) que por sinal exemplifica perfeitamente a reação dos gaúchos quando encontram algum conhecido. Espero que meus amigos, aqueles que estão lendo isto, e que ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente entendam o porque de às vezes eu ser um tanto quanto explosiva e acabar passando a impressão de grossa.

- Ana.

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Uma resposta para “Overdose literária

  1. Q horror essa página do livro, fiquei com medo de vc (e de gaúchos em geral)!

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